Freeheld - O filme que fala sobre as limitações do sistema de justiça para mulheres lésbicas.


Para o Cérebro de Pipocas desta semana, trazemos até vós, sessão de cinema a dobrar, desta vez com temáticas relacionadas com as sexualidades lésbicas.

O filme Freeheld, lançado em 2015, realizado nos Estados Unidos da América, foi protagonizado por Elliot Page (antes do processo de transição) e por Julianne Moore. Retrata a história verídica de Laurel Hester e de Stacie Andree. Este belíssimo filme é baseado num documentário, lançado em 2007, com o mesmo nome, que fala da história de Laurel Hester e de Stacie Andre, na luta pela igualdade do sistema de justiça para mulheres lésbicas.

Laurel Hester e Stacie Andre, procuraram pelo sistema de justiça igualdade de direitos, uma vez que Laurel fora diagnosticada com cancro terminal e tinha como objectivo dar tudo o que era dela, como herança, para a sua companheira.

É importante frisar que, em muitos países, ainda não existe igualdade de direitos para mulheres lésbicas. Vivemos numa sociedade patriarcal, machista, misogina, heterossexista e extremamente heteronormativa. Casais homoafetivos apresentam maiores dificuldades nos sistemas institucionais do que casais hetero.

Ainda existe muita dificuldade, no que diz respeito ao sistema de saúde, tratar as companheiras, como parte da família, das utentes. Apesar de ser no sistema de saúde, revela-se portanto numa questão política. Vemos que é mais difícil para mulheres lésbicas verem reconhecidas as suas companheiras como da família, vemos as dificuldades experienciadas por estas mulheres no sistema de adopção e até mesmo no próprio processo de maternidade.

Todas estas dificuldades a nível institucional podem levar ao aparecimento de consequências da saúde mental, não somente as psicopatologias em si, mas também a pensamentos disfuncionais, sentimentos e emoções que trazem desconforto e ao evitamento de determinadas situações, devido ao aparecimento de homofobia internalizada e a presença de eventos e mecanismos stressores e opressão.

Deste modo, este filme revela-se bastante importante porque nos trás para reflexão temas como:


- O sistema de justiça para mulheres lésbicas;

- Dificuldades no meio da saúde;

- A força do amor;

- Compaixão;

- Empatia;


Vale a pena ver e rever.